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Inserido no projeto europeu INSPIRE, o projeto-piloto de Lisboa procura re-problematizar a deficiência através da arte performativa, com o objetivo de combater a marginalização e exclusão social de indivíduos nesta condição. No centro desta iniciativa está uma equipa de artistas com deficiência composta por Inês Cóias e Mia Meneses, com o apoio da artista e ativista Diana Niepce, envolvendo artistas, ativistas e parceiros institucionais que tenham uma relação direta com a comunidade de pessoas com deficiência. Através destes parceiros, procurar-se-ão pessoas com deficiência e interesse na co-criação de uma performance que visa sensibilizar e influenciar a população lisboeta e os seus decisores políticos e organizações. Estão previstas duas apresentações públicas da performance na Biblioteca de Marvila, que se baseia na aplicação da metodologia do Teatro Legislativo, que utiliza o teatro como ferramenta para encenar problemas de cariz social e gerar uma reflexão coletiva que influencie os processos de tomada de decisão política. Desta forma, pretende-se redesenhar a dinâmica de poder, identificando problemas e co-produzindo soluções juntamente com diversos atores sociais e políticos.

Este projeto-piloto é promovido pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e de várias ONGs dedicadas às questões de mobilidade condicionada e à promoção de eventos culturais acessíveis, como a Terra Amarela, Acesso Cultura, Centro de Vida Independente, Fundação LIGA e Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.


Cronograma

timeline

Fase 1: Planeamento (setembro – dezembro 2024)

Numa primeira fase foi elaborado um mapa de parceiros e atores relevantes, tanto ao nível local, como municipal, pela equipa de investigação do ICS, com o auxílio da equipa de artistas, e foram estabelecidos os primeiros contactos com estes atores. Em simultâneo foi revista literatura acerca de métodos criativos de investigação, entre os quais o Teatro Legislativo, a aplicar no projeto-piloto de Lisboa.

Fase 2: Co-criação e Implementação (janeiro – dezembro 2025)

O processo de co-criação da performance "Reunião" através da metodologia do Teatro Legislativo divide-se em dois momentos:

Durante o primeiro semestre de 2025, terão lugar 4 sessões individuais e 1 coletiva com a rede de parceiros (Terra Amarela, Acesso Cultura, Centro de Vida Independente e Câmara Municipal de Lisboa). Os encontros individuais pretendem estabelecer um contacto próximo com os parceiros para identificar dentro da área de atuação de cada entidade desafios, oportunidades, boas práticas e necessidades específicas. No final do primeiro semestre, haverá uma sessão coletiva que consistirá num fórum de discussão e partilha de conhecimento entre os parceiros, com o objetivo de informar a performance a desenvolver, assim como futuras políticas e práticas. 

Durante este semestre, a equipa de investigação do ICS, juntamente com a equipa de artistas, irá recolher informação sobre os seguintes tópicos: Legislação referente à comunidade de pessoas com deficiência; Conceitos-chave presentes no discurso sobre pessoas com deficiência; e Teatro Legislativo. Ao longo da segunda fase, a equipa de investigação do ICS irá desenvolver, em conjunto com a equipa de artistas, participantes e parceiros, o plano para uma investigação participativa. 

Adicionalmente, as sessões individuais e coletivas com os parceiros terão um papel importante no auxílio à recolha de informação, no convite a possíveis participantes da comunidade e na divulgação das atividades do projeto. 

No segundo semestre de 2025, serão realizados 2 encontros públicos, um no Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão e outro na Fundação Liga, onde pretendemos sensibilizar e refletir em torno de políticas ligadas à deficiência. Adicionalmente, nesta série de encontros que procuram problematizar questões relacionadas com a deficiência, mas também o activismo, estão previstas 4 sessões individuais e 1 coletiva com ativistas da comunidade de pessoas com deficiência. Para o envolvimento direto dos participantes na co-criação da performance, serão realizadas 5 sessões com os mesmos.

Após a conclusão do processo de co-criação, o projeto-piloto culmina com duas apresentações da performance na Biblioteca de Marvila, em Lisboa. No final de 2025 está previsto um encontro coletivo de reflexão final, tanto sobre o processo de co-criação da performance, como dos resultados obtidos.

Fase 3: Avaliação (janeiro – setembro 2026)

A avaliação do projeto-piloto será elaborada com o objetivo de publicar outputs científicos e relatórios com recomendações para o desenho de políticas públicas inclusivas. O relatório final e os resultados obtidos serão divulgados para um público alargado, incluindo a comunidade científica, parceiros, decisores políticos e sociedade civil. Prevê-se a realização de pelo menos três encontros abertos com diferentes públicos sob a coordenação do ICS numa parceria com a CML.

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